batons & afins

foi-me pedido que falasse de batons. um pedido que me surpreendeu, de certa forma, porque… o que raio há a dizer sobre batons?!

posso dizer pelas 4 horas de edição do vídeo que tenho em cima que, pelos vistos, muito…

I. texturas e acabamentos

(parece que estou a falar de tintas de parede)
Bálsamos com cor: para quem não quer grande alarido, só um bocadinho de hidratação e um bocadinho de qualquer coisa a aparecer nos lábios. há-os baratos, de supermercado (como o Baby Lips Maybelline que mostro no vídeo), e super caros mas tão cremosos e tão cheios de pigmento que aquilo é outra guerra (como os Sugar Lip Treatments com SPF da Fresh, que só nos Estados Unidos/Reino Unido)

Batons translúcidos: estão uns nós acima dos bálsamos com cor, têm mais pigmento, mas ainda assim passam apenas um véu suave de cor nos lábios. são suaves e elegantes, perfeitos, em todas as cores do arco-íris, para situações que se pretendam mais contidas. (no vídeo mostro o Rouge Coco em 402 Adrienne, da Chanel – disponível em quase todas as perfumarias)

Batons clássicos: em mate ou em cremoso, estes batons têm bastante mais pigmento. deslizam bem nos lábios e o acabamento (no caso dos cremosos) é de um brilho acetinado lindíssimo. (no vídeo, mencionei o La Crème da Too Faced em Coral Fire – Sephora PT –, e o Heirloom da H&M – separados por um preço, juntos na qualidade e acabamento).

Batons Líquidos de Longa Duração: está tudo dito no nome, o que resta é encontrar marcas que cumpram o que dizem e que – no caso dos mates – não nos levem a boca à secura total, se desfaçam em migalhas ou enalteçam as rugas dos lábios ou alguma desidratação. Eu confio plenamente nos Rouge Edition Velvet da Bourjois (Perfumes & C.ia) e nos Cream Lip Stain da Sephora – pena haver tão poucas cores por onde escolher, por cá.
os Melted Lipsticks da Too Faced (Sephora) são a opção para um batom líquido de longa duração que não é mate. tem o acabamento de um batom cremoso, mas uma pigmentação quase absurda e duram mais nos lábios do que os clássicos.

Gloss: toda a gente sabe o que é um gloss. o meu critério? não ser demasiado espesso e peganhento, e ter uma cor (suave ou forte) uniforme. gosto da semi-transparência dos Instant Light Natural Lip Perfector da Clarins (Sephora PT, Perfumes & Cia.), das cores subtis mas presentes dos Sexy Mother Pucker da Soap & Glory (glória, glória, aleluia, a Boots International já envia S&G para cá), e do pigmento full-on dos Revlon Moisture Stain (Makeup Kitchen Boutique) – que depois de o brilho esmorecer deixam os lábios ainda com um resíduo maravilhoso (e uniforme) de cor.

II . tratar da beiça

É simples: esfoliar, seja com um esfoliante comprado como o Popcorn da Lush, seja misturando açúcar e um bocado de óleo de coco, seja molhando um cotonete no bálsamo de lábios e esfregando suavemente. é preciso é tirar as peles mortas. e depois hidratar… eu adoro o Rêve de Miel da Nuxe (Parafarmácias). Especialmente no inverno e/ou para usar batons mate, tem de haver boa manutenção.

III. escolher cores

É uma coisa tão pessoal que me faz confusão tentar ajudar, mesmo. Conheço bem a frustração de nos apaixonarmos por uma cor e descobrirmos que afinal nos fica mal. Conheço também a frustração de, por exemplo, saber que há um nude para toda a gente e eu não o encontrar (a não ser mais translúcido).
Falo de alguns truques/pseudo-regras no vídeo, como a dos opostos (se temos sub-tons quentes, devemos escolher batons com sub-tons frios e vice-versa), e a de pôr o batom à frente da cara para ver se a cor nos fica bem, mas é tudo tão subjectivo e tantas vezes, na minha experiência, tive tantos amargos de boca em que afinal não era nada assim…
No fundo, não há nada como pôr a trampa do batom e ver se fica bem ou não. Dá alguma ajuda ver vídeos no Youtube em que usem aquele que queremos tanto, a ver se a pessoa é parecida connosco o suficiente para perceber se nos ficaria bem.
Por isso – e porque sou absolutamente contra usar testers nas lojas porque nojo – volto a insistir no truque de comprar cores de que gostemos/que achamos que nos ficam bem em formato lápis (Kiko e H&M fazem-nos bons e acessíveis), moldar-lhes a textura mate para creme ou translúcida misturando-o com um bálsamo de lábios, ou aplicando umas camadas de gloss por cima, e ver, por metade (senão menos) do preço de um batom, se aquele é o caminho a tomar. Com o tempo e experiência, já começamos a rumar com mais confiança para aquilo que sabemos que nos fica bem ou mal, a arriscar novas tendências – sejam as que desaparecem ao fim de 6 meses ou as que vêm para ficar porque nos ficam bem e pronto.

No entanto, regra geral, safo-me bem (e acho que a maioria também) apostando nos batons mais pigmentados para as cores fortes, e as outras vão-se arriscando nas texturas mais cremosas/translúcidas. Se a bolsa está mais à vontade, até se tenta aquela cor “que não sei bem se não vou chorar daqui a meia hora em frente ao espelho mas é tão gira na revista”.
Quanto a nudes… cá vou tentando e falhando 99% das vezes. A Lisa Eldridge – mestra nossa senhora deusa diva musa de tudo o que é pinturas – tem um vídeo que mostra algumas opções que podem ser muito úteis.

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