no-makeup makeup para pele com textura

há uns e outros que saem de casa sem nada, ou esfregam à pressa um hidratante com cor ranhoso, ou empilham camadões de produtos na cara e ficam sempre impecáveis. depois há os meros mortais, que suspiram por parecer que não têm nada na cara enquanto disfarçam acne, rugas, linhas, zonas secas e cicatrizes. e já se sabe: quanto mais camadas, mais se destaca a textura, portanto… que raio é que uma pessoa faz?
para aqueles que, como eu, caminham diariamente neste limbo e caem demasiadas vezes na tentação de acumular estuque na cara na esperança de encher os buracos e alisar os altos, resolvi filmar um tutorial com o “as good as it gets”, inspirado nas técnicas despretensiosas de duas maquilhadoras fantásticas com quem tive a honra de me cruzar num filme, na Lisa Eldridge, e na vidinha de que padeço.
também conseguimos ter um ar bastante natural com as imperfeições disfarçadas. só demora mais tempo e gastamos mais dinheiro. era de prever, certo?

se formos a ver bem as coisas, nem é só um no-makeup makeup look, é uma base impecável para toda e qualquer ocasião, com a qual podemos bombar um smokey eye ou sair à rua só com rímel em modo “eu acordei assim… mais ou menos”.

dito isto, a quem não tem pachorra ou tempo (eu muitas vezes não tenho), é sair de peito erguido com as imperfeições perfeitas que nos fazem especiais.

Preparação: esfoliar a pele é essencial, para retirar toda a pele morta e aquelas pelezinhas secas que teimam em agarrar-se a tudo. é logo uma tela mais suave para aplicar o que quer que seja. por isso, os tónicos com ácido diários, as máscaras regeneradoras uma vez por semana e a ocasional esfoliação à la pata (seja com um esfoliante daqueles com grumos, o Clarisonic ou similar, ou um simples pano de musselina e uma boa dose de bálsamo de limpeza), o que interessa é refinar o grão da pele o melhor que se consiga.

A seguir, é hidratar. Se a pele resolve produzir óleo a mais para compensar a desidratação, já foste. Se fica seca e come a base e deixa a cara às manchas de cores, já foste. Se escama, já foste. Se começa a fazer grumos com o creme hidratante de 100€, já foste.
Por isso, especialmente se usam mais do que um produto de manhã, convém deixar cada um ser absorvido pela pele antes de passar ao próximo. E, quando chegar ao SPF, uma vez que a ciência ainda não nos deixa aplicar uma camada fininha e ficar protegidos na mesma, convém esperar uns 5 a 10 minutos para que seja totalmente absorvido. É fazer um grande pequeno almoço ou responder a e-mails ou meditar ou assim…

Absorver o excesso de óleos que ficam à superfície depois de a pele já ter sido alimentada é um passo a que pouca gente liga mas que faz toda a diferença. A base vai deslizar muito melhor na pele se não estiver a diluir-se. Por isso, aconselho usar umas blotting sheets, que se encontram desde na Sephora à Essence.

Primer: é como nas paredes. Um primário evita que a pele coma a base, prolonga a sua duração em bom estado, e pode colmatar pequenas irritações da vida como excesso de óleo, secura, poros dilatados, etc. É escolher aquele com que se dão melhor e aplicar uma camada muito ligeira.

Chegamos à base. A escolha do produto é metade da guerra: não convém ser demasiado mate porque vai secar e engelhar, nem demasiado emoliente porque, convenhamos, não dura nada e acaba toda enrolada nas rugas que não sabíamos que tínhamos. O ideal é dar aquele aspecto de pele cremosa e fresca, sem ser pesada, mas com boa cobertura, de acabamento semi-mate ou acetinado. Estou a adorar a Clinique Beyond Perfecting (encontra-se na maior parte das perfumarias, mas atenção que muitas não têm todas as cores. aconselho comparar também preços), foi desenhada para ser usada como base e corrector e isso sente-se imediatamente, no bom sentido. Para orçamentos mais baixos, um clássico de sempre é a Bourjois Healthy Mix (Perfumes&Companhia, Sephora).
A cor bater certo com a nossa é essencial.

A aplicação é outra parte da guerra.
Camadas finas. Não posso repetir isto vezes suficientes.
Se optarem por aplicar com os dedos, vão lentamente dando pancadinhas suaves, quase imprimindo a base na pele. Comecem pelas zonas onde precisam realmente de cobertura e tentem deixar a pele saudável à mostra. Vai logo parecer menos pesado.
Se estão a usar uma Beauty Blender ou outra esponja do género, apliquem primeiro a base na pele (pouca, muito pouca) para a esponja não absorver demasiada base, e depois com pancadas suaves e rolando a esponja, vão esbatendo a base na pele.

Depois da primeira camada unificada, é altura de ir directamente às zonas mais teimosas com mais um pouco de base ou um corrector espesso como o MAC Studio Finish ou o Laura Mercier Secret Camouflage (Selfridges), e corrigir mesmo só a mancha que possa estar a aparecer ainda através da base. O mesmo na zona dos olhos: nada de triângulos brancos, só uma camadinha suave de base/corrector para unificar tudo. Se for preciso, um corrector fluido de sub-tons pêssego com capacidades reflectoras como o Clinique Airbrush Concealer (perfumarias) só nas zonas mesmo muito escuras ajuda imenso. Sempre bem esbatido com os dedos.

Chega a altura de brincar com cores, para quem quiser, e aplicar o bronzeador, iluminador, contorno e blush em creme. Dão dimensão ao rosto e em creme, quando bem esbatidos, têm um acabamento mais natural. No entanto, quanto mais camadas, mais textura, portanto é usar de bom senso. Eu usei o bronzeador Soleil Tan de Chanel (Perfumarias) e o iluminador Becca Shimmering Skin Perfector Liquid em Opal (Cult Beauty). Estes dois também podem ser usados nos olhos, se estiverem para aí virados.

Depois dos cremes, o pó. Acho que o pó solto tem um acabamento mais natural e pode mais facilmente controlar-se quantidades. Que continuam a ser muito pequenas. Usei a esponja com um nadinha do pó Inglot Mattifying Loose Powder 3S que pressionei e rolei nas zonas mais oleosas e outras onde pus dose mais alta de base. Esta técnica fixa a base e também reduz a aparência dos poros. O que sobrou na esponja foi o que pus nos olhos. Isto depois dos 25 (cof, cof) já não dá para pôr muito pó na zona dos olhos, que fica tudo parece um vitral estilhaçado. Depois, se necessário, um véu muito leve de pó aplicado com um pincel no resto do rosto. O pó é óptimo para tornar visualmente mais planas zonas com altos visíveis (desde que lisos, sem peles secas), como borbulhas largas.

De novo um passo opcional: pós de cor — bronzeador, iluminador, blush, contorno. não esquecendo que menos é mais, mas às vezes o pó matificante pode tirar um pouco do calor do rosto ou mesmo o brilho saudável da pele. Para bronzeador usei o Kiko Desert Dunes Baked Bronzer, e para iluminador o Urban Decay Afterglow Highlighter em Sin (Sephora).

Limpar as sobrancelhas de resíduos de base/pó com um gel com cor como o Benefit Gimme Brow (Sephora) devolve-lhes a personalidade sem estarmos a desenhar riscos na testa a manhã toda, e um rímel discreto mas duradouro nas raízes das pestanas define os olhos sem parecer que temos lá nada. Usei uma camadita do Lash Power Mascara da Clinique (perfumarias). É só pôr o batom/bálsamo/gloss preferido e finalizar com uns borrifos de um spray fixador de maquilhagem como o Urban Decay All-Nighter.

Pronto! Como ficou?

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