outra perspectiva sobre produtos famosos

estes foram dos produtos mais elogiados em 2016, e com bons motivos.

no entanto, muitas vezes somos arrastados pela onda do “tenho de ter”, e há que dar um passo atrás para recuperar a perspectiva. não só por causa dos preços, mas porque pequenos pormenores pouco conhecidos podem espoletar a justificação da compra ou o pô-la de parte.

atrevo-me a fazer esse balanço com a paleta Modern Renaissance da Anastasia Beverly Hills, o iluminador Living Luminiser da RMS, o pó de contorno Sculpting Powder da Kevyn Aucoin e os batons Matte Revolution da Charlotte Tilbury.

 

Skin Life Chiado

“A sentir a carteira mirrar” . Foto de Sara Guia de Abreu

Não é fácil, no mundo das Sephoras e Perfumes & Companhia, encontrar pequenas lojas com marcas interessantes que não tenham aquela onda anos 90 da perfumaria atulhada de expositores onde as nossas mães iam (em podendo) comprar o batom e o perfume para o ano, forrada a espelhos com prateleiras e impossibilitando uma exploração sossegada. O conceito de lojinha de luxo também me dá arrepios — começo logo a pensar no pessoal com a arrogância da Sephora do Chiado (a sério, fazem castings para escolher quem faz a estereotipização mais rápida com base na roupa, revira os olhos com mais ar de enjoado, e açambarca amostras que deviam dar aos clientes para aquela loja específica? Filhotes, é só uma Sephora portuguesa bem localizada), e nos preços exorbitantes da Loja das Meias. 

Gosto de explorar novas lojas e venho relatar-vos a minha mais recente experiência. Há-de haver quem já tenha feito entrevistas aos donos e tenha fotografias todas pimp, e tenha recebido tratamentos ou produtos de borla para experimentar, mas eu prefiro falar da experiência de utilizadora comum, anónima, a quem não são dados quaisquer privilégios só porque tem um blog ou é famoso. 

Já passei muitas vezes à porta da Skin Life, já visitei muitas vezes o site deles, mas nunca cheguei a entrar. 

Achava sempre que não ia gostar da onda “sou do Chiado, tenho marcas exclusivas, portanto sou importante e melhor do que tu”. Sim, sou vítima, mas também culpada de preconceito. 

Um dia deu-me a louca e entrei. 

A loja é pequena, mas é arejada. É a melhor forma de explicar. A decoração é impecável, há espaço para circular, a quantidade de produtos não se torna numa nuvem de ruído visual, a variedade de marcas que não se encontram cá em loja é muito interessante — há velas, produtos de corpo, de pele, e maquilhagem. Também fazem makeovers e tratamentos de pele, por marcação. 

A iluminação é muito bonita, só não diria que é perfeita para testar cores de base. No entanto, têm um canto com um espelho iluminado onde, presumo, também fazem makeovers a pedido. E é só sair para ter luz natural. 

Os empregados são muito simpáticos MAS não perseguem a pessoa. E aí conquistaram-me. Fui cumprimentada com um “boa tarde” educado mas sem o scan cima-baixo-deixa-ver-se-tens-ar-de-pobre. Ou, se o fizeram, esperaram que eu estivesse distraída, o que é porreiro. 

Eu não estava vestida “à Chiado” — nem naquele dia nem sem ser para fazer alguma personagem —, e isso não devia importar, mas todos sabemos que é um factor importante lá na cabeça de alguns empregados de algumas lojas. Também não estava maquilhada por aí além. Mas não me senti julgada. 

Estava uma figura pública na loja — nitidamente cliente regular — e a conversa era muito casual e divertida sem ser reverente, mas quando me dirigiram a palavra não me senti mais nem menos do que a dita pessoa. E isso é bom, somos todos pessoas. 

Depois de me dizerem que, se precisasse de ajuda, era só chamar, deixaram-me em paz a explorar a loja sem me tentarem contar a história da cosmética a cada produto em que pegasse. OBRIGADA. 

Presumir que sabem o que a pessoa quer, que sabem mais sobre certos produtos do que quem entrou na loja, ou que venderão mais se andarem a perseguir o cliente são coisas que me incomodam de sobremaneira. A cena de entrar para comprar um corrector de olheiras e enfiarem-me 5 sombras, 3 pincéis e 4 bases no cesto não funciona comigo e normalmente saio sem comprar nada. Ou, se estou com tempo, começo a falar com a pessoa de ingredientes, tipos de aplicação e marcas que não há em Portugal e começo a ver a alma da pessoa a mirrar. Pode soar snob, mas funciona quando nos acossam. 

Experimentei uns testers e deambulei calmamente pela loja. Quando finalmente cedi à minha própria impulsividade, a senhora a quem pedi o produto foi buscá-lo diligentemente e perguntou simplesmente se eu já conhecia ou se precisava de ajuda para a aplicação. Prestável mas sem peneiras. Cinco estrelas. Tenho a certeza de que se tivesse alguma dúvida tinha efectivamente conseguido o esclarecimento de que precisava. 

Os preços, comparativamente com lojas online onde compro deste tipo de marcas com frequência, são um pouco mais altos — o normal para produtos importados, especialmente se exclusivos dum só espaço. Nada como comparar preços e entender se o imediatismo de sair da loja já com o produto vale a pena. Há quem não goste de esperar por encomendas, e quem não confie na internet. 

Há testers de tudo e os preços estão expostos. Discretamente, mas estão lá. 

Também têm loja online — o site em mobile precisa de ajustes, mas tudo é consultável. 

No geral, fiquei muito bem impressionada com a loja e com a experiência simples de a explorar. 

Aconselho uma ida à Skin Life, nem que seja para lavar a alma de preconceitos e encher os olhos com coisas bonitas. 

Skin Life . Rua Paiva de Andrade, 4–4A, Chiado, Lisboa 

5 dicas para melhorar a “pele de inverno”

Bebam água!

E pronto, cá têm o artigo que vai mudar a vossa vida desta semana. na próxima há mais!

Eheh, agora a sério

winter skin
alguns dos meus tesouros. deixo-vos alternativas mais acessíveis neste post

não sei se vos acontece o mesmo, mas eu tenho aquele tipo de pele que fica muito desidratada no inverno (frio, ares condicionados, aquecimentos, etc.) — 3 ou 4 horas depois de começar a trabalhar já sou só uma passa engelhada cheia de peles secas e rugas e o brilho já era. MAS não posso barrar-me com hidratante de manhã: fico uma banheira de óleo sem retorno, simplesmente escorre por mim abaixo e leva a minha maquilhagem atrás. raisparta que, apesar de desidratada, a minha pele bebe a hidratação aos golinhos como se tivesse nojo do copo, mas depois engole-me a base como uma garganeira. pareço eu com sopa e chocolates, respectivamente.

além disso, no que toca ao tratamento de pele, eu tenho um esquema, um sistema (anti-oxidantes de manhã, retinóides à noite), por isso acabo por não encontrar onde encaixar aquela dose extra de hidratação sem sentir que estou a diluir o efeito dos produtos espectaculares e estupidamente caros. ainda por cima, à noite, se ponho uma boa dose de creme hidratante, a minha cara cola-se à almofada e consigo ouvir 10€ de produto a hidratar o algodão da fronha (não a minha, a da almofada).

tive de arranjar umas maneiras de dar a volta à situação, e estas têm resultado comigo:

  1. Acrescentar um novo momento de tratamento ao fim do dia de trabalho
    Quando chego a casa e tenho pelo menos 4 ou 5 horas até ir para a cama, altura em que faço a minha rotina da noite. A minha pele já levou porrada dos suspeitos do costume.
    Por isso, em vez de deixar tudo para a noite, faço a minha limpeza dupla mal chego, usando um bálsamo mais espesso depois de retirar a maquilhagem. Passo o tónico esfoliante como de costume e depois aplico um óleo nutritivo e uma boa camada (quase como se de uma máscara se tratasse) de creme hidratante.
    À noite, só tenho de fazer uma limpeza rápida e estou pronta para o meu tratamento habitual.
    Se tiver pachorra, antes do óleo/hidratante faço uma máscara, habitualmente do tipo regenerador/esfoliante.
  2. Andar com hidratação na mala
    Uma boa bruma hidratante em spray não tem de custar um rim, é fácil de levar na mala e não destrói a maquilhagem (se a estiver a usar). Tirar 10 segundos depois daquele telefonema de trabalho irritante para arrefecer é mais fácil com umas borrifadelas de uma bruma hidratante, e a pele agradece. Alivia, dá saúde, e pode repetir-se as vezes que apetecer ao longo do dia.
    Se noto que estão a aparecer montículos de peles secas e a minha maquilhagem está a começar a ficar pastosa e seca (portanto diariamente a meio do dia de trabalho), também aplico com pancadinhas  (sem esfregar) um bocadinho de creme hidratante nessas zonas e nos pés de galinha que se fincam ao largo dos olhos com o passar do dia. Basta decantar o nosso preferido para um potezinho de viagem, ou usar uma daquelas amostras que nos deram na Sephora — ou que talvez tenhamos recebido na Beauty Box da Look Fantastic e ainda não tivemos hipótese de experimentar.
    Quando estou em casa tenho sempre um hidratante ao pé do computador ou na sala para ir re-hidratando a pele ao longo do serão, se a sinto a secar. A preguiça aguça o engenho, já dizia não sei quem.
  3. Proteger a pele no banho
    É no inverno que tomamos aqueles banhos e duches a temperaturas que derreteriam o mais gélido dos corações. A nossa pele sofre e o grito de ajuda ouve-se plenamente quando saímos da banheira e a pele está seca e toda esticada, prestes a rebentar pelas suas delicadas costuras.
    Baixar a temperatura da água não é uma hipótese, eu tenho sempre muito frio.
    Já falei disto de passagem num dos meus vídeos, mas eu gosto de usar um dos meus cleansers mais espessos (porque adere à pele e não se dilui com alguns borrifos de água) como uma espécie de barreira protectora. Antes de entrar no duche aplico uma boa camada de bálsamo de limpeza, e tento manter a cara fora do alcance da água (a pose chama-se “Orgulhosa de costas para a água”). Quando termino, é só retirar o que sobra do cleanser com um paninho húmido como de costume e a minha pele não está em modo Alerta Vermelho.
  4. Esfoliar
    Quando está chuvoso e nublado é quando eu faço o maior festim das maravilhas dos ácidos Glicólico e Láctico para corroer as células mortas e estimular a regeneração da pele, sem estar tão preocupada com a exposição solar no dia seguinte. Normalmente uso um dos ácidos como o único tratamento antes de ir dormir durante umas 5 noites seguidas uma vez por mês, e a minha pele agradece o empurrão. Nunca se esqueçam de usar algum tipo de SPF, ou ela dá-vos um valente coice.
    O ácido Láctico é mais suave do que o Glicólico, portanto é encontrar um à medida das necessidades.
    Além disso, gosto de esfoliar fisicamente a minha pele um par de vezes por semana, seja com uma escova vibratória ou com um esfoliante à antiga, e adoro os resultados imediatos — com meiguice, sempre. Nunca o faço quando estou a tratar a pele com os ácidos.
  5. No que toca a maquilhagem, mudar para cremes!
    Substituir o bronzeador, contorno, blush e iluminador por versões em creme e usar um pó ligeiro apenas se e onde for mesmo essencial faz toda a diferença.
    Os cremes são muito fáceis de esbater na pele e têm um acabamento mais fresco e iluminador da pele — e ganha pontos porque se pode aplicar tudo com os dedos e só precisamos de uma esponja ou pincel para esbater no fim, borrifar um spray fixador e ala que se faz tarde!

Produtos recomendados (para todas as bolsas):
Bálsamos para a segunda limpeza: Emma Hardie Moringa cleansing balmOskia Renaissance Cleansing Gel, ou, mais barato, Ultrabland da Lush.
Óleos: estou a usar o Kypris 1000 Roses, mas espreitem as opções mais em conta da Pixi como o Rose Oil Blend ou o Hydrating Milky Serum, ou até a gama super acessível de óleos e séruns da The Ordinary.
Cremes Hidratantes: como se pode notar pelo óleo da Kypris, ainda estou em fase de lua de mel com as maravilhas da última Beauty Box da Caroline Hirons+Cult Beauty, por isso tenho usado o Zelens 3T Complex Anti-Ageing Cream, mas algo como o  First Aid Beauty Ultra Repair Cream não falha e é super leve, podendo reaplicar-se as vezes todas que apetecer sem nunca se sentir pesado ou oleoso.
Máscaras: Peter Thomas Roth Pumpkin Enzyme Mask é bastante forte e sente-se a formigar na cara, a Oskia Renaissance Mask é mais suave e adequada a peles mais sensíveis.
Brumas hidratantes:  Eau Roma Water da Lush, e as brumas Glow Mist e Hydrating Milky Mist (esta é mais leve mas cheia de Ácido Hialurónico) da Pixi.
Esfoliação com Ácidos: Alpha H Liquid GoldSunday Riley Good GenesThe Ordinary Lactic Acid.
Esfoliação Física: ForeoClarisonicLush Cup O’ Coffee.
Maquilhagem em creme: toda a gama de “bochechas” da Colour Pop, para contorno, Maybelline Master Contour (supermercados), para blush os Maybelline Baby Lips Make me blush, ou um dos Kiko Rebel Bouncy Blushes (edição limitada, mas ainda à venda) e o Soleil Tan de Chanel é o meu bronzeador preferido de todos os tempos.
Sem orçamento para maquilhagem de momento? Podem sempre ganhar um tom dourado usando um pouco da vossa base de verão (talvez diluída com uma gota de óleo) ou BB Cream, e porque não usar o batom como blush?

*bebam água e chá, sim, pessoas, mandem reforços por dentro!

LF Beauty Box de Janeiro

procedamos ao desencaixotamento da Beauty Box da Look Fantastic deste Janeiro invernoso. uma caixa que demorou o seu tempo a chegar, desta vez. já agora, fiquem para saber o que achei dos produtos do mês passado.

Continue a ler “LF Beauty Box de Janeiro”

Brinquedos novos

Deitei a unha a alguns dos produtos (e ferramentas) mais elogiados nos intertubos das belezas. 

Ando a brincar com eles e já estou rendida. Gosto quando as coisas valem os louvores que tanto se lhes canta. 

Algum produto em especial sobre o qual queiram saber mais? 

preferidos de 2016 — maquilhagem

cá estou eu, de cabelo mais curto, para vos apresentar os meus preferidos de 2016. foi complicado reduzir a lista, muita coisa boa ficou de fora, mas estou contente com esta selecção.

fico agora em pulgas para saber das vossas grandes descobertas de 2016.

Continue a ler “preferidos de 2016 — maquilhagem”

do domínio

Este post não é sobre nenhum romance pseudo-erótico.
É para fazer um anúncio todo armado ao ano novo.
Já tinha esta surpresa na calha há algum tempo, mas calhou fazer acontecer agora: finalmente, consegui arranjar uma casa para os meus blogues.

Doravante (ah, é para isto que a pessoa escreve, para usar palavrões), o Perfeitamente Imperfeitinha — que, como devem saber, degenerou do seu mano mais velho inglês — tem um novo endereço: pt.freevolous.blog

A morada é nova, mas a franqueza e a estupidez mantêm-se, assim como o horário de publicação de vídeos: Domingos às 11 da matina, para abrir a pestana.

Bom, mas agora que tenho um pontoblogcoiso… tenho de ter vergonha na cara. Por isso, quero ver se começo a escrever mais artigos aqui. Por favor, obriguem-me.
Como? Passem por cá e manifestem-se, comentem, subscrevam o meu canal de YouTube, a página de Facebook (exclusiva para tugas!), dêem sugestões, falem-me dos vossos achados e do que gostariam de ver e ler aqui, do que querem ver-me barrar na cara, e sigam-me no Instagram para recortes da vida de uma actriz subempregada…
Isto não é um monólogo, pessoal! Falem comigo 🙂

P.S.: Acabei de me aperceber que o meu canal de YouTube tem 103 subscritores! Para alguns são meras migalhas, para mim é uma grande vitória. Obrigada a todos, do coração.