lá vão os blushes

nesta etapa de destralhanço, enfrento a montanha de blushes que não sabia que tinha. não tenho mesmo noção do que acumulei ao longo dos anos, e este processo está a ajudar-me imenso a ganhar perspectiva sobre o que tenho, o que desperdiço, e aquilo que me faz palpitar o coração de alegria.

não se esqueçam de que aceito sugestões de dupes para as cores Dusk (Glossier Cloud Paint) e Thrrrob (Benefit), porque são amores da vida.

nota: sim, guardo coisas que já passaram o prazo de expiração, por minha conta e risco. são produtos para uso próprio, e tenho noção do que não posso arriscar emprestar a amigos. obviamente que tudo o que muda de cor, textura ou cheiro vai recambiado.
tendo em conta que de há uns anos para cá o marketing da desinformação e pseudo-ciência tomou primazia sobre a ciência e a formulação, os sistemas de conservantes dos produtos já não são tão fiáveis nem duradouros. se um produto de há 5 anos está bom para as curvas, muita coisa comprada recentemente não dura mais de uns meses antes de ficar claramente estragado. é uma métrica importante para reduzir desperdício, porque “acumular” produtos já nem rende o que rendia, quanto mais…
todos os produtos que não conseguirem casa nova serão esvaziados, os componentes separados e reciclados ao máximo.

destralhanço de paletas de olhos

como parte do meu projecto Make Up Reset, obviamente que tenho de dar uma volta à minha colecção de maquilhagem e, duma maneira (relativamente) objectiva, decidir o que é que ainda faz sentido manter na minha vida e o que é que pode seguir o seu caminho (espero que para mãos que tragam mais uso – AMIGAS, LIGUEM!)

resolvi começar por uma secção relativamente fácil e, assim, do pé para a mão, praticamente metade das minhas paletas de olhos estão de saída da Casa Freevo!

Criei 4 pilhas: fica, vai, nostalgia (vão para uma gaveta especial onde guardo coisas que já não uso mas de que, por uma razão ou outra, não me consigo separar), e última oportunidade (produtos a que quero dar mais umas voltas antes de decidir se vão ou ficam, bem como alguns que vou desmantelar e de que. vou aproveitar só partes).

portei-me bem, ou não?

paleta Mango personalizada

hoje é assim um sortido: no primeiro episódio da minha série Make Up Reset faço uma selecção honesta de produtos em creme que não conseguirei usar completamente em tempo útil (ou seja, seguro), mais de uns que quero ter sempre à mão, e preencho com eles os doze compartimentos da paleta Mango da Vueset.
torna-se um mix de destralhanço™️ (termo roubado à Teresa Cameira), pseudo-asmr mas levezinho, música barata, imagens daquelas que sabem bem ver (porque acaba tudo limpo e organizado), e uma visita aos meus arquivos de maquilhagem.

lista de produtos

Make up Reset

Ando a marinar nestes temas há que tempos, e arquitectei um plano que acho que conseguirei cumprir. Pasme-se, o mais difícil tem sido mesmo pôr os pensamentos todos num vídeo de introdução a esta nova “série”.

Neste vídeo falo-vos um bocadinho da minha perspectiva sobre o trajecto dos últimos anos da indústria da beleza – no caso, mais focada na maquilhagem – e como tem sido o impacto na minha vida (tanto como consumidora como como pessoa que tem um canal num canto esquecido da internet em que gosta de falar destas coisas).

No fundo, quero reacender o meu entusiasmo pela maquilhagem – que sinto que tenho perdido com o tempo e as circunstâncias –, e reorganizar-me mentalmente para dar mais prioridade ao que já tenho, e poder resistir com mais assertividade às investidas dos meus impulsos de comprar coisas à maluca. Sim, padeço, e há alturas em que me dá muitas alegrias, outras em que me causa frustração e ansiedade… quero conseguir distinguir as duas antes de gastar o dinheiro, e focar-me no gozo real de quando encontramos aquele achado inesperado, ou finalmente deitamos a unha àquele produto por que andámos a suspirar durante meses.

Portanto vou passar um pano na minha colecção: desfazer-me de muita coisa, mas também dar segundas oportunidades a alguns produtos que ainda me deixam na dúvida, e decantar vários produtos para paletas vazias/paletas magnéticas, para reduzir a ocupação de espaço das minhas gavetas, pondo-os mais “a jeito” na minha mente, fazendo com que não os esqueça num canto qualquer até já estarem impróprios para consumo.
A Teresa Cameira cunhou o termo “destralhar”, que não quero apropriar, mas acho que é óptimo para definir o cerne do que vou andar a fazer nos próximos tempos, tanto às gavetas como à cabeça.

Vai tomar o seu tempo, mas acho mesmo que consolidar a minha colecção vai ajudar-me muito a reequilibrar alguns aspectos desta vida de quem gosta de pintar a cara mas não vive intocada, alheia ou em negação relativamente aos problemas do consumismo.

Isto não quer dizer que vá deixar de comprar coisas novas – é ao mesmo tempo para não esquecer o quão preciosas são as coisas que já tenho, e para fazer compras mais acertadas, que me tragam mais gozo, que estou a fazer isto.

Para saberem mais, é acompanhar o canal.