dos critérios

como não tenho capacidade de síntese, podem ir directamente aos capítulos que forem do vosso interesse:

  1. Lá por ser actriz…
  2. Os disclaimers do costume
  3. O que procuro no que compro
  4. A minha posição sobre isso dos influencers
  5. O valor da minha opinião
  6. Os meus parceiros/afiliados

TLDR: se, porventura, algum dia vierem a oferecer-me o que quer que seja para falar do que quer que seja, será abertamente divulgado, prefaciado e contextualizado, nunca filtrado nem aldrabado.
aviso já quem me quiser oferecer o que seja que eu digo o que me apetecer na mesma.

sou actriz

em Portugal. sem qualquer tipo de fama — a não ser, entre os meus amigos, a de ter mau feitio.
por isso, todos os conteúdos que vos apresento (vídeos, posts aqui e no blog em inglês, no Instagram) são feitos no meu tempo livre, sem ajuda, e com o que tenho cá por casa.

MAS lá porque sei fazer de conta não quer dizer que me vá pôr a fazer de conta para vos enganar. eu uso os meus super-poderes para o bem.

podia fazer como muitos dos meus colegas e gastar tudo em droga, mas eu é mais cremes, maquilhagem, livros e viagens.

é de valor saber

não sou especialista de pele ou maquilhagem, as minhas experiências são o que são – minhas – tal como os meus gostos e opiniões. “o que funciona comigo pode não funcionar para vocês” é o mantra da internet.

aqui acredita-se na ciência e na sua infinita escala de cinzentos e subjectividades, nas suas evoluções, correcções, verificações e reparos. o consenso científico é mais seguro e isento do que o potencial para alarvidade dos grupos das redes sociais. não tenho pretensões de saber mais do que quem estuda uma área que não domino, como apreciava que deixassem a representação para quem sabe falar…
obviamente, reservo-me sempre o direito de ter pensamento crítico, ser céptica, mas também de mudar, aprender, enganar-me, e crescer.
e sou fervorosa adepta de se dar às pessoas as ferramentas certas para tomarem uma escolha informada. depois disso a escolha é livre e mete um bocado de darwinismo social…

também se acredita na liberdade de escolha qualquer pessoa, seja de exprimir-se às cores ou de esconder as suas inseguranças como bem entender, meta agulhas, facas, cremes, pigmentos, ou suor. se vamos envergonhar – especialmente as mulheres – pelas opções que tomam, então estamos a abrir a porta a muitas outras correntes de estupidez e misoginia.
podemos não concordar, mas então não o fazemos nós e pronto. amigas como sempre.

— a publicidade com mensagens passivo-agressivas que fazem as mulheres sentir que precisam de ter determinado aspecto (portanto comprar determinado produto) para terem valor dá-me tanta comichão como a bela moralidade das conversas de “ou se mostra/envelhece ao natural ou não tem dignidade”.
o valor das pessoas – maioritariamente das mulheres – já parava de se definir pelo aspecto, que atire a primeira pedra a pessoa que nunca pintou o cabelo, usou um batom (mesmo que seja para o cieiro, está a inverter o tal processo natural, é batota!) ou escolheu esta peça de roupa em vez daquela em prol de qualquer “melhor aspecto”.

filtros e outros ajustes para mim são uma escolha estética legítima, mas não têm lugar em posts em que se está a demonstrar um produto. reservo-me o direito de sentir que me estão a tentar enfiar o barrete se usarem filtros ou qualquer manigância de pós-produção para adulterar o aspecto/resultado de um produto.

tenho, como seria de esperar, um orçamento limitado (e flutuante). o que compro é para usar na vida — o que gosto, a minha pele precisa, e coisas que quero mesmo experimentar.

o que acontece aos produtos que não concordam comigo ou com a minha pele? tento passar a amigos ou a instituições. tento compensar o desperdício como posso.

não tenho jeito para encher chouriços. nem vos serve de nada estar a criar conteúdo só para dizer que sim. se falhar uns fins de semana… acontece!

falo muito, gosto de tentar que tudo saia bem explicado (e mesmo assim falha sempre qualquer coisa), por isso posts e vídeos serão mais para o comprido. sim, tenho inveja de um certo minimalismo da exposição, mas delicio-me com palavras, o que querem?

não me vou adaptar ao mais recente Acordo Ortográfico.

o que procuro

tenho vai para três décadas de pele problemática. começo a achar que não é só uma fase…
apesar de os problemas mais graves terem acalmado, há coisas que nunca mudam e a gravidade não perdoa.
entre isso e o orçamento limitado acima referido, quando compro é porque qualquer coisa me interessa genuinamente.

gosto de experimentar coisas novas, não me nego a nada, mas não me meto nas tendências só porque são tendências.

quando gosto de alguma coisa, sim, volto a comprar. sei que me posso tornar repetitiva, mas tendo pele problemática e menos dinheiro a abordagem à cosmética tende a ser mais cautelosa.

vou ser sempre exigente (e céptica) proporcionalmente ao o preço e às alegações que a marca faz: é bom que a qualidade, eficácia e durabilidade dos produtos façam jus à etiqueta do preço e à converseta do rótulo.

gosto de inclusividade.

gosto de tentativas honestas (que serão sempre imperfeitas) de sustentabilidade.

a cancel culture não me enche as medidas ideológicas, mas, tanto quanto a informação me permita, gosto de saber para onde vai o meu dinheiro – e tentar evitar financiar monstros, embora nunca vamos saber ao certo e vou muitas vezes fazer asneira.

não caio em conversas anti-ciência de lapsos neuronais recorrentes como a “clean beauty”. até sou capaz de não experimentar só por causa das bananadas que escrevem nos rótulos. a “clean beauty” não é só um esquema de marketing ganancioso que lucra com a ignorância das pessoas e causa medos infundados, é perigoso e pode estimular consumidores menos informados a adoptarem comportamentos de risco.

esta economia do influencer

sobre isto do equilíbrio entre trabalhar de borla porque é um hobby e fazer uns dinheiros com o conteúdo que se cria:

isto dá trabalho. sempre acreditei que as pessoas devem ser pagas por ele. nenhuma marca vai à falência por pagar o devido valor por um trabalho que lhe é necessário, qualquer que seja – se vai, está a ser mal gerida. e se tem o princípio de não pagar, não merece o meu dinheiro ou atenção.
para o conteúdo ser gratuito para o público, tem de haver outras fontes de rendimento – e aqui é que a porca torce o rabo, e por isso é que os maiores YouTubers e influencers são todos muito… iguais…

pessoalmente, e porque não planeio abandonar o meu trabalho “a sério” – com todas as aspas, porque criação de conteúdo é uma trabalheira que inclusive implica habilitações em várias áreas –, tenho o sonho de conseguir fazer dinheiro suficiente para comprar mais produtos, melhor equipamento, subscrever uma biblioteca de música… no fundo poder criar de forma mais livre, e estar mais na crista da onda da novidade. esse é um equilíbrio que eu consideraria perfeito.

agora o truque está em COMO se faz o dinheiro.

acredito em frontalidade e honestidade, acredito na prioridade do elo com quem veio a confiar em nós e nas nossas opiniões.
acredito que criar e fidelizar um público acarreta tanto um privilégio com boas doses de sorte, como uma grandecíssima responsabilidade.
a honestidade não é opcional. não está à venda.
desde que tudo bem explicado à partida, não tenho problema com links afiliados, nem com códigos de desconto, nem com amostras/produtos enviados para se experimentar (desde que não venham com condições).
acredito em marcas com inteligência emocional e entendimento estratégico para aceitar e até agradecer feedback, seja ele qual for, desde que educado. a confiança que um criador estabelece com uma audiência é o elo que permite tudo o resto, e as pessoas são todas diferentes.
anúncios e/ou patrocínios são coisas cuja necessidade compreendo, mas que têm de ser muito bem feitas, com prioridade em transparência para o público, sem rasteiras, guiões nem aldrabices.
no fundo, tudo é possível desde que feito com brio e ética, com as prioridades bem organizadas.

o valor da minha opinião

as marcas não sabem quem sou. aqui a minha pessoa é que banca tudo.
se isso mudar, eu obviamente aviso, mas as marcas teriam de ter um poder de encaixe muito especial para quererem saber a minha opinião.
e, se acontecer, continuarei a dizer o que penso, vocês já estavam cá primeiro e não há suborno que me desoriente.
não sou estranha a listas negras, nem a ter pouco dinheiro.

se quiserem condicionar o meu discurso, afinal não é o meu conteúdo que querem.

— eu

afiliação

o que significa? quer dizer que posso fornecer um link afiliado para a loja ou um produto (que será sempre bem explícito) e, se resolverem comprar através desse link, eu recebo uma pequena comissão.
também posso oferecer um código de desconto que, se usarem, vos dá uma percentagem de desconto e a tal comissão para mim.

no fundo sou uma espécie duma senhora da Avon em modernas…

acho que as afiliações são uma forma justa de me apoiarem e ao meu conteúdo: se vos influenciei a comprar um produto, já agora vocês podem, sem qualquer custo adicional, proporcionar-me algum retorno disso sem comprometer a nossa relação de confiança.
MAS podem sempre escolher chegar lá pelos vossos próprios dedos, e não usar o link ou o cupão de desconto, não fico ofendida.

  • desde Junho de 2021 sou afiliada da loja online portuguesa, a More Than Beauty Store*.
    sou cliente assídua. é uma loja que trabalha com várias marcas internacionais daquelas chatas de se arranjar por cá, têm um serviço atencioso e o envio é gratuito incondicionalmente, inclusive para as ilhas.
    O código de 10% de desconto é FREEVOLOUS10 – podem usar em qualquer compra na loja.
  • desde Junho de 2021 que tenho um código de 10% de desconto para a Yesstyle*, FREEVOLOUS10.
    A Yesstyle é uma loja multimarca que uso pela oferta de cosmética Japonesa e Coreana.

*link afiliado

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