critérios, senhora!

disclaimers destes podem surgir a qualquer altura, esta é tão oportuna como outra qualquer.

sou actriz. em Portugal. sem qualquer tipo de fama — a não ser, entre os meus amigos, a de ter mau feitio.
por isso, todos os conteúdos que vos apresento (vídeos, posts aqui e no blog em inglês) são feitos no meu tempo livre, e com o que tenho cá por casa.
não recebo qualquer tipo de patrocínio, as marcas não me mandam amostras para eu experimentar, aqui a minha pessoa é que banca tudo. (se isso mudar, eu obviamente aviso, mas as marcas vão ter medo de mim, por isso não deve acontecer. e, se acontecer, continarei a dizer o que penso, vocês já estavam cá primeiro e não há suborno que me cale. não sou estranha a listas negras).

ora sendo actriz em Portugal… surpresa: tenho um orçamento bastante limitado! podia fazer como muitos dos meus colegas e gastar tudo em droga, mas eu é mais cremes, maquilhagem e livros — viagens menos, que tenho de estar sempre disponível para a eventualidade de precisarem de mim para qualquer coisa…

tenho mais de duas décadas de pele problemática. começo a achar que não é só uma fase. apesar de os problemas mais graves terem acalmado, estão cá para ficar.
por isso, sempre que vou às compras, tenho de ter critérios. seria de esperar que, com um orçamento baixo, eu optasse pelas coisas mais baratas: comprava em mais quantidade, mais frequentemente. se no que toca a “cores” (sombras, batons, blushes, etc) vou a todas com todo o gosto, quanto a bases, sou mais reticente.

há uma série de razões pelas quais prefiro, literalmente, investir na minha pele:

  1. já disse que era problemática: a maior parte das marcas mais caras trazem, além de uma maior variedade de “acabamentos” que se adaptam melhor a mim, alguns benefícios em termos de tratamento lá misturados. muitas marcas baratas tendem a ter uma quantidade maior de silicones, álcool, óleos minerais — coisas que potenciam ataques de acne valentes, alergias, irritações, etc;
  2. supermercados: onde encontramos a Rimmel, a Maybelline, a L’Oréal… infelizmente por cá é difícil encontrar estas marcas sem ser ao pé dos pensos higiénicos, com uma oferta ridícula de linhas e cores. se quiserem fazer um crowdfunding para trazer a Boots para cá, alinho;
  3. poder testar: num supermercado tudo está selado. tudo aquilo de que poderíamos ter “primeiras impressões”, não temos — a correspondência de cor é a olho (quando o frasco não é opaco, e aí é achando graça ao nome), não dá para perceber textura, se oxida, se tem boa cobertura, se é demasiado oleoso, etc. se vamos a uma loja, podem experimentar-se as coisas lá ou, até, pedir uma amostra para levar para casa — descobrir se aquela base específica nos vai rebentar a cara toda não é no momento, e é uma coisa a que dou muito valor;
  4. falta de variedade: leio, vejo imensa coisa sobre linhas de marcas de supermercado que me apetece experimentar. chego lá e não há nada daquilo, ou só chega 1 ano depois e em 2 cores. não sei como se seleccionam os produtos para este rectângulo à beira-mar plantado, mas começo a desconfiar que só nos mandam o que não se vende lá fora;
  5. valer o dinheiro que gasto: comprar coisas no supermercado, dadas tantas variáveis e incógnitas, é ir com a mentalidade de que há uns 70% de hipótese de estar a deitar dinheiro ao lixo. acabaria por gastar o equivalente à procura só do tom de base que me serve (comprando duas de supermercado) comprando uma de marca e pronto;
  6. o gozo: mesmo que não se seja um utilizador de maquilhagem regular, se não gostamos mesmo daquele produto, acaba por ficar na prateleira e mais vale sair de cara lavada. e depois há coisas que são mesmo boas e pronto. não vale a pena comprar a cópia rasca;
  7. comprar online pode trazer o problema de que já falei, de correspondências de cor, etc. por muito que leia e pesquise sobre um produto, é diferente quando tenho aquilo realmente barrado na cara.

dito isto, quero oferecer opções para todas as bolsas! só que, obviamente, não vou conseguir trazer as grandes novidades mais frescas todos os meses.

as marcas baratas estão a melhorar brutalmente em termos de qualidade. há, inclusive, umas quantas que se vendem também na Sephora ou têm lojas próprias (com testers!), que têm uma oferta muito porreira (embora, por cá, limitada) e que não me vou fartar de recomendar.
há coisas que, apesar de serem de marcas de supermercado, tenho de mandar vir de fora (ver o ponto .4 para a razão, e a secção “mas…onde?” para links).
por isso, sou capaz de me tornar repetitiva…

vou comprando conforme posso novas coisas, mas sempre tendo em conta que são também para eu usar na vida. por isso vou ser exigente de qualquer das formas: a qualidade e durabilidade dos produtos é bom que seja proporcional aos 10, 20, 50, 100€ que se gastam.

lembrem-se sempre: o que funciona comigo pode não funcionar para vocês — eu sou a vossa cobaia e os vários problemas de que padeço podem, num ou noutro aspecto, servir-vos de referência, mas todos reagimos diferentemente a diferentes ingredientes. e temos gostos diferentes.

isto são sugestões, ideias e pareceres — não são leis. mesmo quando uso produtos caros, podem substituir pelo que tenham em casa.
podem pegar nesta ou naquela ideia e não fazer uma máscara completa.
a ideia é replicar e brincar com o que se tem, não pôr-vos a penhorar a peruca do avô porque “OMG quem não tem isto tudo está out!” 😉

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